Espécie de tumor benigno do ouvido médio, que geralmente evolui com perda auditiva e secreção, freqüentemente fétida, que drena pelo conduto auditivo externo.

 

    Definição

    Colesteatoma é uma tumoração benigna, similar a um cisto, esbranquiçado, geralmente infectado, que pode crescer no ouvido médio de algumas pessoas.

     Existem 2 tipos de colesteatomas:

        1 - adquiridos: o crescimento se dá através de perfuração ou de invaginação da membrana timpânica (bolsa colesteatomatosa - vide esquema abaixo). É o tipo mais comum, usualmente resultado de uma infecção no ouvido médio (otite média) não resolvida adequadamente.

        2 - congênitos: o tumor cresce dentro do ouvido médio, com a membrana timpânica intacta. Não se conhece sua causa.

    Evolução

    Trata-se de uma doença que evolui constantemente.O crescimento contínuo da massa tumoral pode levar à corrosão de partes do ouvido médio e de seus ossículos (martelo, bigorna e estribo), invadindo a mastóide, que é a porção pneumatizada, ou oca, do osso temporal do crânio, no qual o ouvido está inserido.

   Se esse crescimento não for detido, sérias complicações podem ocorrer, tais como: perda auditiva, labirintite, paralisia facial e, a mais séria de todas e felizmente rara, que é a invasão cerebral pelo tumor, favorecendo o aparecimento de meningites e abscessos cerebrais, uma vez que normalmente há infecção junto com o colesteatoma.

Esquema representando a evolução de uma bolsa colesteatomatosa

    Diagnóstico

    O diagnóstico é feito pela história clínica e pelo exame físico. Uma otoscopia (visualização do ouvido com auxílio de um aparelho denominado otoscópio) revela facilmente a presença do colesteatoma adquirido. A constatação de um colesteatoma congênito é mais difícil, uma vez que neste caso a membrana timpânica permanece íntegra.

    Algumas vezes, principalmente para que se possa avaliar a extensão do problema, são necessários exames radiográficos, inclusive tomografia computadorizada.

 

    Tratamento

   O tratamento de escolha é a cirurgia, denominada timpanomastoidectomia,com ou sem canaloplastia, que propõe a remoção da massa colesteatomatosa, da infecção e a reparação das estruturas lesadas.

    Concluindo, colesteatoma é uma séria, porém tratável, doença do ouvido que deve ser diagnosticada exclusivamente por um médico e tratada pelo otorrinolaringologista.