
Epistaxe é o nome técnico que é dado para sangramento nasal.
Sangramento pelo nariz, condição bastante comum principalmente em crianças, na grande maioria das vezes não causa repercussões à saúde.
Causas
A causa mais comum é a superficialização das artérias anteriores do septo nasal, da denominada área de Little. Este fenômeno é a causa mais comum das epistaxes recorrentes que, principalmente, as crianças apresentam. A freqüência e a intensidade destes sangramentos dependem de vários fatores:
Crianças que mexem muito no nariz provocam traumatismo justamente na área em
questão, que sangra conseqüentemente.
Pacientes portadores de variados tipos rinites
ou sinusites, que têm a
mucosa nasal mais frágil, que sangra mais facilmente.
Habitantes de regiões com baixo índice de umidade do ar, que apresentam ressecamento e fragilização da mucosa nasal.
Existem ainda sangramentos nasais mais severos, provenientes de pequenos tumores, comumente hemangiomas nasais ou granulomas piogênicos, que se localizam principalmente na região do septo nasal. Embora o sangramento desta natureza seja mais abundante, quase nunca causa transtornos à saúde do paciente, uma vez que é de fácil controle.
Nas idades mais avançadas, o tipo de sangramento mais frequente vem da parede nasal lateral, e é decorrente, geralmente, de aumento repentino da pressão arterial. Nestes casos além do sangue fluir em grande quantidade pela parte anterior do nariz, o paciente ainda tem sangramento posterior, que flui pela garganta.


área de Little
Por fim, acidentes com traumatismos nasais podem provocar sangramento. Esta situação quase sempre é significativa de fratura nasal e um otorrinolaringologista deve ser consultado. Em caso de fratura nasal com desvio, o otorrino tem em média até 10 dias para avaliar e tratar o paciente.
Tratamento
Para os casos citados acima
com as letras
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o sangramento geralmente é controlado com compressão digital, ou seja,
apertando-se a ponta nasal com os dedos indicador e polegar.
Convém ainda orientar a higiene nasal das crianças, que deve ser feita preferencialmente durante o banho, quando as crostas nasais estarão amolecidas e as mãos limpas.
Portadores de rinites e sinusites devem procurar tratamento, pois é possível resolver estes problemas e evitar o sangramento nasal.
Habitantes de regiões de clima muito seco devem hidratar-se (ingerindo bastante água por via oral) e pingar gotas de soro fisiológico no nariz, em torno de 4 vezes ao dia, junto com as refeições por exemplo.
Mesmo assim, se os episódios de epistaxe continuarem, o otorrino deve ser consultado. Pequenos hemangiomas ou granulomas podem ser resolvidos com cauterização ou com pequenas cirurgias.
Nos casos de sangramentos severos, anteriores e posteriores, provavelmente será necessário uso de tampões nasais, além de se corrigir a pressão arterial, por exemplo.
Em raros casos, o tratamento poderá ser cirúrgico. O paciente, geralmente de forma emergencial, deve se dirigir a um hospital equipado e com otorrinolaringologistas de plantão.